A inteligência artificial (IA) está revolucionando a indústria musical, transformando desde a criação de músicas até a distribuição e monetização de royalties. Com a ascensão de plataformas que utilizam IA para compor, remixar e recomendar faixas, surgem novos desafios e oportunidades para artistas, investidores e detentores de direitos autorais.
Neste artigo, vamos explorar como a IA está impactando os royalties musicais e o que esperar para o futuro desse mercado.
IA na Criação Musical: Quem Detém os Direitos?
Uma das maiores mudanças trazidas pela IA é a criação automática de músicas. Ferramentas como AIVA, Amper Music e Boomy permitem que qualquer pessoa gere músicas originais em minutos. Isso levanta uma questão essencial: quem tem direito aos royalties dessas músicas?
Atualmente, os sistemas de direito autoral exigem que uma obra seja criada por um humano para ser protegida. No entanto, algumas gravadoras e artistas estão utilizando IA como coautora, abrindo precedentes para novos modelos de remuneração.
Possíveis cenários para royalties musicais gerados por IA:
- Modelos de licenciamento de software, onde os detentores da IA recebem uma parte dos royalties.
- Compartilhamento de direitos entre humanos e IA, caso um artista utilize IA como ferramenta de composição.
- Criação de novas legislações que definam os direitos autorais de músicas feitas por IA.
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Streaming e Recomendação Personalizada
As plataformas de streaming, como Spotify, Apple Music e YouTube Music, utilizam IA para recomendar músicas com base no comportamento dos ouvintes. Isso impacta diretamente os royalties, pois uma melhor recomendação pode aumentar as reproduções e, consequentemente, a arrecadação de direitos autorais.
No entanto, a IA também pode prejudicar alguns artistas, já que os algoritmos favorecem aqueles que já possuem um grande número de ouvintes. Isso pode criar um mercado mais concentrado e reduzir os royalties para músicos independentes.
Impactos da IA na distribuição de royalties do streaming:
- Maior personalização pode gerar mais streams e maior arrecadação para certos artistas.
- Artistas pequenos podem ser prejudicados caso os algoritmos não favoreçam sua exposição.
- Empresas podem criar músicas geradas por IA e lucrar diretamente com royalties, sem precisar pagar a artistas humanos.
Combate à Pirataria e Monitoramento de Direitos Autorais
A IA também está sendo usada para proteger os direitos autorais dos artistas. Plataformas como YouTube Content ID e Audible Magic identificam e bloqueiam músicas usadas sem autorização.
Além disso, empresas como Pex e BMAT utilizam IA para rastrear a execução de músicas em rádios, TV e redes sociais, garantindo que os artistas recebam os royalties devidos.
Vantagens do uso da IA na proteção dos royalties musicais:
- Melhor identificação de uso não autorizado de músicas.
- Maior eficiência na cobrança e distribuição de royalties.
- Transparência no pagamento de direitos autorais para artistas e compositores.
Novas Formas de Monetização: IA e Tokenização de Royalties
A IA aliada ao blockchain está criando novas oportunidades de investimento em royalties musicais. Empresas como Royal e Anotherblock permitem que investidores comprem frações de royalties de músicas famosas, garantindo uma participação nos lucros.
Além disso, a IA pode prever quais músicas têm maior potencial de sucesso, ajudando investidores a escolherem as melhores oportunidades para comprar direitos autorais.
Novos modelos de monetização impulsionados pela IA:
- Tokenização de royalties via blockchain, tornando possível investir em músicas como se fossem ativos financeiros.
- Análise preditiva para ajudar investidores a escolherem músicas lucrativas.
- Licenciamento automatizado, onde a IA facilita o processo de venda e distribuição de direitos autorais.
Conclusão: O Futuro dos Royalties Musicais na Era da IA
A inteligência artificial está transformando a indústria musical, trazendo novas possibilidades, mas também desafios significativos. Enquanto a IA pode aumentar a eficiência na arrecadação de royalties e criar novas formas de monetização, também pode ameaçar o modelo tradicional de remuneração para artistas.
O futuro dos royalties musicais dependerá de regulamentações adequadas e da adaptação da indústria a essa nova realidade. Artistas, investidores e empresas precisarão encontrar um equilíbrio entre inovação e proteção dos direitos autorais para garantir um mercado justo e sustentável para todos.
O que você acha dessa transformação? A IA representa uma ameaça ou uma oportunidade para os royalties musicais?
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